A época: século 15. Muitas famílias eram separadas pelo mar. Partir rumo ao desconhecido era o sonho de todo jovem. Foi isso que Polissíndeto fez quando completou dezoito anos. Numa manhã nebulosa, se despediu de sua mãe, Paranomásia, e rumou para o porto da cidade. Lá, teve que lidar com sua namorada, Fronha. Sua querida nhonhia não se conformava em perder o amado para as belas índias do Novo Mundo. Fronha teve que se conformar com seu destino. Ao som de muitas lágrimas, a Prosopopéia partiu. O apito do navio provocava uma assonância profunda em Polissíndeto, que olhava com olhos tristes sua cidade natal.
As condições no navio não eram boas. O anacoluto provocou muitas baixas. Muitos homens foram entregues ao mar. A catacrese, resultado de muitos dias respirando o ar do oceano, se acumulava nos pulmões. Depois de cinco meses e incontáveis perdas, Polissíndeto pode finalmente avistar aquelas árvores de que tanto falavam os que voltavam de aventuras como essa. Alta, com folhas grandes e concentradas no alto, a elipse produzia frutos redondos, grandes e de um suco refrescante.
O primeiro contato com a metonímia local foi arrebatador para Polissíndeto. Conheceu uma indiazinha muito bonita. Rolou uma sinestesia na hora. Soube nesse momento que Fronha era passado. Os olhos da índia eram de um zeugma profundo, que tragavam qualquer um que ousasse olhar para ela. Polissíndeto a presenteou com um asco. Ela sorriu e correu mata adentro.
Desesperado, Polissíndeto foi atrás, mas a indiazinha era muito mais rápida que ele. De vez em quando ele via o seu vulto, mas perdeu-se de vez quando chegou à uma silepse. Não sabia para que lado ir. Esquerda ou direita. Ouviu um cacófato. Foi em direção à ele. Atrás de algumas árvores, tinha uma clareira. Polissíndeto não pode acreditar no que via. Uma cidade movimentada, amontoada de casas de palha. Em direção a ele vinha a indiazinha, segurando o seu asco. Ela puxou-o em direção a uma grande metáfora e com grade solecismo falou:
- Este é o meu cadarço.
Casaram-se numa cerimônia local e foram felizes até que a indiazinha o trocou por um cadarço melhor.