16/07/2008...1:43 AM

Vetor alado

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Enquanto buscava uma inspiração para o post de hoje fui interrompida por um mosquito. Ele chegou bem perto do meu rosto e depois se afastou. Ele achava que tinha chances de me morder no rosto comigo acordada. Ingênuo.

Lentamente, sem perdê-lo de vista, levantei-me da cadeira enquanto puxava meus chinelos. Aquele que me importunou na noite passada seria morto, e o nome de sua morte seria Havaianas. Nem me venham com aquela ladainha de “coitadinho ele é um animal inofensível” (já ouvi isso, acreditem!). Aliás, ele pode transmitir doenças e, se fosse humano, seria advertido por perturbar a paz. E como se trata de um habitante do Rio de Janeiro, logo estaria em perigo. After all, com a policia bem treinada que temos, era bem provável que tivesse um fim bem pior do que o esmagamento por Havaianas.

Por falar em polícia e mosquito, me lembrei de uma história que ouvi na faculdade para exemplificar o uso de um termo muito específico, que poderia gerar confusão. Numa entrevista para a rádio sobre a epidemia de dengue, um policial se referiu ao mosquito como vetor alado. Depois dessa, deve ter gente achando que a dengue é causada por bala perdida.

 

 

Para você que não acreditava que um mosquito poderia, algum dia, se tornar um post, esta foi a prova contrária. E, by the way, não consegui matar o maldito. Ele se camuflou no chão, que é escuro. Já vi que terei que ouvir sua serenata hoje a noite.

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