Sempre quis saber a razão dos computadores darem tanto problema. Talvez você não tenha a mesma impressão que eu em relação ao assunto, mas me parece que os computadores são feitos para quebrar.
Deve ser aquilo que Marx já disse há algum tempo: “tudo que é sólido desmancha no ar”. Tudo o que é sólido é feito para ser desfeito amanhã a fim de que possa ser reciclado ou substituído na semana seguinte e todo o processo possa seguir adiante, sempre adiante, talvez para sempre, sob formas cada vez mais lucrativas.
Não, não sou socialista, comunista ou afins. Mas essa é a explicação mais coerente.
Esse é o meu terceiro computador.
O primeiro, que recebi com extrema felicidade, veio com um problema na tela. A imagem tremia, se contraia, até desaparecer. Tive que trocar. Depois de muita dor de cabeça e dias sem computador, chegou o novo. Esse até que durou bastante. Mas, como um bom Compaq, era mais temperamental que uma mulher.
O segundo, que representava um salto de memória e rapidez em comparação ao primeiro, não lia CD nem DVD. Problemas de leitura, disse a assitência técnica. Mais de um mês depois e muitas horas de dor de cabeça e frustração, chega o novo HP.
Achou muita má sorte?
O terceiro, um laptop cheio de charme e memória, resolveu me privar das imagens. Esse pelo menos esperou 3 meses para dar problema, mas não deixou de apresentar um defeitinho. Foi diagnosticado com mau contato na memória. O que isso significa? Alzheimer tecnológico? Não, quatro viagens ao centro e alguns dias sem computador.
Taí a explicação do meu sumiço. Não que alguém tenha sentido a minha falta. O único post que faz sucesso aqui é o da Sessão da tarde interativa, para todos os globaníacos.
