Férias: época de tirar o atraso dos filmes que não vi no cinema e (re)ver os clássicos.
Os clássicos, até agora, não decepcionaram. Já os novos…
Vi “O amor nos tempos do Cólera”. Tudo o que eu não gostava no cinema brasileiro apareceu neste filme de Mike Newell. Muito verde, umidade, sexo, calor e uma arara/periquito/ou qualquer pássaro da floresta amazônica nas primeiras cenas. Só faltava uma índia nua saindo de trás de uma palmeira.
O cinema brasileiro, felizmente, já superou essa fase. Esse filme, no entanto, me incomodou várias vezes.
Uma coisa que não convence: Fernanda Montenegro mãe do Jarvier Bardem. Como assim?
Outra coisa que não convence: Porque mudaram o ator que interpreta o Florentino e não mudaram a Firmina?
Mais uma coisa que não convence: as maquiagens. Só o cabelo e a barba mudam. O rosto continua lindo mesmo passando anos e anos.
Enfim, toda e “tropicalidade” do filme talvez até funcionem no livro de Gabriel Garcia Marquez, mas nesse caso, era melhor ficar só na nossa imaginação.