Ah… nada como o idealismo francês! Só lá que poderia surgir um movimento contra o publicitários. O antipub, como é chamado, não se restringe à França, mas é lá que se mostra mais forte.
“Les mots, tous les mots, sont des symboles. (…) Les mots (ce que les anciens appelaient le Verbe) et les symboles sont donc essentiels à notre humanité. S’en prendre aux mots et aux symboles, c’est s’en prendre à l’Homme lui-même.
C’est pourtant exactement ce que font les publicitaires. Ils déforment les mots. Ils piétinent le langage pour amener les gens à consommer toujours davantage.”
Segundo o movimento antipub, os publicitários deformam as palavras (que são símbolos) para fazer com que as pessoas consumam cada vez mais.
Prolíficos como só os franceses, grandes manifestos são escritos. Quem se interessar pelo assunto e entender um pouco de francês pode dar uma lida nesses sites:
Casseurs de pub: http://www.casseursdepub.org/
Journal de la decroissance: http://www.ladecroissance.net/?chemin=charte
Resistance a l’agression publicitaire: http://www.antipub.org/
Paysages de France: http://paysagesdefrance.org/
Ou em português no Le Monde Diplomatique.
Apesar de concordar que os publicitários “deformem das palavras” para fazer com que consumamos cada vez mais, não me sai da cabeça uma coisa que ouvi por aí:
Os jornalistas são imparciais (talvez não tanto quanto os publicitários, é claro), já que escolhem quais matérias merecem ser noticiadas. Além de que, por mais imparciais que sejam, ao escrever eles estão interpretanto um fato. No entanto enquanto os publicitários adimitem vender suas idéias e serem parciais, os jornalistas são hipócritas, e se escondem sob uma manto de imparcialidade impossível.

1 Comentário
06/08/2008 às 12:42 AM
Antigamente, carro usado era carro usado. Hoje é seminovo. Eufemismo para “o carro é velho, mas demos uma guaribada na lataria”.