03/02/2009

O romance saiu de moda

 

 

Nos último dias me vi envolvida em vários “dilemas conjugais”. Ser casado é assim tão difícil?

Se eu for buscar uma resposta no meu passado familiar, certamente responderei que sim, mas a convivência entre um casal tem que ir além de brigas e separação.

Os dilemas conjugais a que me referi no início do texto tirei dos mais variados meios, todos fictícios. Tirei-os do livro Anna Kariênina, do filme Foi Apenas um Sonho e do seriado Greys Anatomy.

 No livro, Anna Kariênina se separa do marido porque acredita que achou seu amor verdadeiro, mas depois de viver com este por um tempo o relacionamento deságua em tensão, ciúme e distanciamento.

No filme, o casal típico norte-americano vê o “american dream” ruir junto com o casamento. Eles descobrem que, na verdade, o pacote “casa, filhos e emprego” não é, e nem nunca foi, o sonho deles, mas se veem presos naquela vida. Assim como Kariênina, têm dificuldade em sair desse modelo de casamento em que devem fingir gostar e serem felizes.

No seriado, a Dra. Grey vive em dúvida se deve aceitar morar com seu hora-sim hora-não namorado, Dr. Shepard. E como na maioria dos episódios, chega um paciente-exemplo que a faz desistir. No último episódio, o primeiro da quinta temporada, Uma mulher traía seu esposo com o marido da vizinha – e amiga. Será que todos os relacionamento estão fadados a não darem certo?

 Houve uma época em que desistir de um casamento não era tão fácil, vive o resultado de Anna Kariênina (do século XIX) e da personagem de Foi Apenas um Sonho (início do século XX), mas também não acho que a saída seja ficar numa dúvida eterna, como a Meredith de Grey’s Anatomy. Me pergunto se esses casais que já completaram até boda de diamante não passam de um  emplastro, vivem juntos pela conveniência. Será que tudo é “falsidade, mentira, engano e maldade”?